Saiba quais são e como funcionam as melhores taxas de financiamento imobiliário

7 minutos para ler

Muitas vezes, o financiamento é a melhor alternativa para dar o grande passo de comprar um terreno ou imóvel, afinal, a possibilidade de parcelar o investimento é bastante atrativa. Porém, para fazer um bom negócio, é importante analisar bem os custos envolvidos na operação, sendo que um dos primeiros passos é encontrar as melhores taxas de financiamento imobiliário.

Para tanto, vale a pena conhecer e comparar os diferentes sistemas de financiamento, pois cada um tem diferentes condições e, é claro, diferentes exigências também. Para encontrar o tipo de financiamento que se encaixa no seu perfil e tem o melhor custo-benefício, continue a leitura!

Como funciona o financiamento imobiliário?

Ao começar sua procura pelas melhores taxas de financiamento imobiliário, você verá que existem diferentes sistemas adotados pelos bancos. Os principais são:

  • o Sistema Financeiro de Habitação (SFH);
  • o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI);
  • e a Carteira Hipotecária.

Esses sistemas variam em suas condições, como a taxa de juros, a porcentagem do valor do imóvel que pode ser financiada e o prazo máximo da operação. Além disso, cada um tem suas exigências quanto ao perfil do imóvel e do candidato ao financiamento. Veja!

Sistema Financeiro de Habitação (SFH)

O SFH é uma iniciativa do Governo Federal, criado a partir da Lei n. 4.380/1964, com o objetivo principal de facilitar o acesso da população à compra de imóveis. Seus pré-requisitos são:

  • imóveis com valor máximo de R$ 1,5 milhão;
  • financiamento de até 80% do valor do imóvel;
  • prazo de quitação de até 35 anos (420 meses);
  • parcelas obrigatoriamente inferiores a 30% da renda do candidato;
  • taxas de juros de no máximo 12% ao ano;
  • disponível apenas para pessoas físicas.

Desde 1986, com a extinção do Banco Nacional da Habitação (BNH), a Caixa Econômica Federal se tornou responsável pelo SFH, sendo que o sistema utiliza o saldo das contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e das cadernetas de poupança.

Isso também significa que a Caixa oferta as melhores taxas para esse sistema. Olha só os percentuais praticados pelos principais bancos do Brasil, de acordo com um levantamento do portal G1:

  • Caixa — a partir de 2,95% ao ano;
  • Bradesco — a partir de 7,3% ao ano;
  • Banco do Brasil — a partir de 7,4% ao ano;
  • Itaú — a partir de 7,45% ao ano;
  • Santander — a partir de 7,99% ao ano.

Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI)

Já o SFI foi criado com a Lei 9.514/1977 para atender aos casos de financiamento que não se encaixam nos pré-requisitos do SFH. Suas principais características são:

  • imóveis acima de R$ 1,5 milhão;
  • financiamento de até 90% do valor do imóvel;
  • prazo de quitação de até 35 anos (420 meses);
  • não há limite de comprometimento da renda do candidato;
  • taxas de juros sem percentual máximo, em média de 12% a 16% ao ano;
  • disponível para pessoas físicas e jurídicas.

De acordo com esses pré-requisitos, dá para ver que o SFI tem condições mais flexíveis, não é? Porém, justamente por isso, suas taxas de juros podem ser um pouco mais altas, embora o valor mínimo seja igual ao do SFH. Lembrando que a Caixa não opera nesse sistema.

Carteira Hipotecária (CH)

A CH é um sistema bastante parecido com o anterior, mas suas condições não são fixadas por lei. As principais são:

  • imóveis acima de R$ 500 mil;
  • financiamento de até 60% do valor do imóvel;
  • prazo de quitação variável;
  • não há limite de comprometimento da renda do candidato;
  • taxas de juros variáveis, em média de 14% a 18% ao ano;
  • disponível para pessoas físicas e jurídicas.

Por ser bem flexível, as propostas de cada banco podem variar bastante nesse tipo de financiamento. Por isso, é importante comparar as taxas e o prazo, por exemplo, em cada instituição financeira.

Como escolher o melhor tipo de financiamento?

Como você viu, em relação ao SFH e ao SFI você não tem, necessariamente, o poder de decisão, pois eles exigem pré-requisitos específicos quanto ao valor do imóvel.

Agora, para escolher entre um desses dois sistemas e a Carteira Hipotecária, você deve analisar as condições e pensar nos prós e contras de cada opção. Anote aí algumas dicas que podem ajudar nessa tarefa!

Faça várias simulações

Antes de bater o martelo e assinar o contrato de financiamento, pesquise bastante! Mesmo que o seu orçamento familiar esteja leve, a compra de um imóvel financiado representa um investimento alto e um comprometimento de longo prazo. Portanto, faça simulações em vários bancos para comparar as condições.

A dica é usar os mesmos critérios em todas as simulações, mantendo iguais:

  • o valor do imóvel;
  • o prazo da operação;
  • o sistema de amortização utilizado.

Ainda, sempre confira se despesas como a taxa de vistoria do imóvel, o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e o registro estão incluídos na proposta ou não.

Compare o valor das parcelas

É normal pensar que menores taxas são sinônimo de um negócio mais vantajoso, mas nem sempre é assim. Mesmo com as melhores taxas de financiamento imobiliário, uma proposta pode acabar saindo mais cara. Então, não olhe apenas para esse índice, mas também para o valor total das parcelas, levando em conta o prazo da operação e os custos extras.

É o caso dos seguros de Morte e Invalidez Permanente (MIP) e o de Danos Físicos ao Imóvel (DFI), que estão presentes em todos os tipos de financiamento, mas podem ter uma cobrança variável. Por isso, podem representar um aumento considerável do valor da parcela. Então, tenha atenção nisso ao avaliar as simulações.

Analise as possibilidades de melhorar a proposta

Por fim, não se esqueça de dar uma olhada nas condições para a contratação. Muitas vezes, os bancos têm linhas de crédito mais vantajosas para correntistas, por exemplo. Então, dependendo do seu caso e de suas possibilidades, pode valer a pena trocar a sua conta bancária.

No entanto, coloque na ponta do lápis custos adicionais, como o valor do pacote de serviços daquela conta corrente. Esse parece um fator inofensivo, mas pode representar uma despesa a mais no seu orçamento familiar e, assim, prejudicar o custo-benefício daquela proposta de financiamento.

Além de seguir essas dicas, conte com ajuda profissional para comparar as melhores taxas de financiamento imobiliário. Assim, você certamente encontrará a opção mais interessante no seu caso. A 15000 Imóveis é especialista em avaliação, compra e venda de imóveis no Rio de Janeiro e tem as soluções ideais para a sua compra imobiliária ser mais acertada e descomplicada.

Então, entre em contato com a gente e tome a melhor decisão na hora de financiar seu futuro imóvel e garantir a qualidade de vida da sua família!

Posts relacionados